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O que deveria ser apenas uma entrega simples para comemorar o aniversário da irmã terminou em medo, dor e prejuízo. A auxiliar de escritório Letícia Gonçalves Pontes Neres, de 23 anos, afirma ter sido vítima de violência por parte de um motorista de aplicativo, na noite de terça-feira (30), no Setor Solar Ville, em Goiânia. Segundo o relato, o condutor arrancou com o carro enquanto ela ainda segurava as encomendas, fazendo com que fosse arrastada por alguns metros.
O caso veio a público após a jovem publicar um desabafo nas redes sociais. A repercussão foi imediata e levantou novamente o debate sobre segurança em serviços de transporte por aplicativo.
De acordo com Letícia, ela solicitou um Uber Entrega em uma loja localizada dentro do mesmo condomínio onde mora. O objetivo era transportar duas caixas de doces, avaliadas em R$ 240, até sua residência, para a comemoração familiar.
Segundo o relato, o motorista retirou os produtos normalmente, mas, ao chegar ao endereço, estacionou algumas casas à frente do local indicado. Letícia afirma que, desde as primeiras mensagens trocadas no aplicativo para liberação da entrada no condomínio, o condutor já demonstrava nervosismo e impaciência.
A situação se agravou no momento do pagamento. A corrida custava R$ 6,25, e a jovem informou que tinha apenas uma nota de R$ 100. Ela diz ter sugerido alternativas, como pagamento via Pix ou a compensação do valor em uma corrida futura, mas o motorista não aceitou.
Ela relata que o condutor insistiu para que entrasse no veículo com o objetivo de trocar o dinheiro. Diante da recusa, ele teria segurado as encomendas. Ao tentar recuperá-las, o motorista arrancou com o carro.
Ainda segundo Letícia, o veículo arrancou de forma brusca enquanto ela segurava as caixas, fazendo com que fosse arrastada por alguns metros até cair no chão. As embalagens se romperam, e os doces ficaram destruídos.
Além do prejuízo material, a jovem sofreu escoriações pelo corpo e um forte abalo emocional. Ela relata que o comportamento do motorista foi agressivo e intimidante.
“Eu fiquei com muito medo. Ele estava muito agressivo, me encarando de um jeito estranho. Eu pensei que ele realmente iria me atropelar. Depois que tudo aconteceu, a ficha ainda não caiu. Você fica se perguntando o que fez de errado para passar por isso”, desabafou.
Letícia afirma que precisou comprar medicamentos por conta das lesões e que o impacto psicológico foi significativo. “Eu estou inconsolável. Além de machucar o corpo, machuca a cabeça. Eu estou traumatizada”, disse.
Após o ocorrido, a jovem acionou a plataforma de transporte e registrou um boletim de ocorrência por lesão corporal. No registro, foi solicitada a realização de exame no Instituto Médico Legal (IML) para comprovação das agressões.
Segundo ela, a empresa responsável pelo aplicativo entrou em contato e informou que irá apurar o caso e adotar as medidas cabíveis. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o afastamento ou identificação do motorista.
O caso segue sob investigação e reforça o alerta sobre situações de risco enfrentadas por usuários, especialmente mulheres, mesmo em serviços considerados rotineiros. Letícia afirma que espera que a Justiça seja feita e que o episódio não fique impune.
“Eu só queria levar doces para uma festa. Nunca imaginei passar por uma violência dessas dentro do meu próprio condomínio”, concluiu.
Em nota enviada à redação, a Uber se manifestou sobre o caso e informou as medidas adotadas em relação ao motorista envolvido.
“A Uber lamenta o ocorrido e considera inaceitável o uso de violência. Esperamos que motoristas parceiros e usuários não se envolvam em brigas e discussões e que contatem imediatamente as autoridades policiais sempre que se sentirem ameaçados. A empresa informa que a conta do motorista foi desativada e que todas as viagens realizadas pela plataforma contam com cobertura de seguro. A seguradora entrará em contato com a usuária a fim de oferecer apoio. A Uber permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar, nos termos da lei.”
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