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A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na manhã desta quarta-feira (27), uma nova fase da Operação Destroyer para desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico interestadual de drogas, lavagem de dinheiro e associação com facções criminosas. Ao todo, foram expedidos 19 mandados de prisão e 15 mandados de busca e apreensão em Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.
A ofensiva, batizada de Asfixia, é coordenada pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Quirinópolis e concentra esforços principalmente contra o núcleo financeiro do esquema criminoso. Segundo a Polícia Civil, os alvos da operação seriam responsáveis por financiar a compra de drogas e participar diretamente da divisão dos lucros obtidos com a venda dos entorpecentes.
Das 19 ordens de prisão, 17 foram cumpridas em Quirinópolis, no sudoeste goiano. Também houve mandados executados em Paranaiguara, além das cidades de Uberlândia, em Minas Gerais, e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. As investigações ainda apontam ramificações da organização no Distrito Federal.
De acordo com a corporação, os investigados atuavam em diferentes etapas da estrutura criminosa, desde o financiamento do tráfico até a articulação logística para transporte e distribuição das drogas entre estados. A polícia também apura a atuação de intermediadores que fariam a conexão entre o capital ilícito e a execução operacional dos crimes.
A nova etapa da investigação é resultado de desdobramentos iniciados em fases anteriores da Operação Destroyer. Segundo a delegada Camila Simões, duas pessoas já haviam sido presas anteriormente em Campo Grande transportando 16 quilos de cocaína e uma pistola que teriam como destino o município de Quirinópolis.
As apurações começaram após apreensões que somaram cerca de 300 quilos de drogas, incluindo maconha, crack e ecstasy, além de armas de fogo e veículos utilizados pela organização criminosa. Conforme a delegada, o material interceptado representa apenas uma pequena parcela da movimentação real do grupo.
“O volume de entorpecentes movimentado pelo grupo era muito superior ao que foi efetivamente apreendido, com registros de carregamentos frequentes entre 70 quilos e 300 quilos”, afirmou.
Durante as investigações, análises de dados telefônicos revelaram uma estrutura organizada e hierarquizada entre os integrantes. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos mantinham diálogos sobre “batismos” de novos membros, compartilhamento de estatutos internos e divisão de funções dentro da organização, características que reforçam a ligação com uma facção criminosa de atuação nacional.
A operação mobilizou equipes especializadas em diferentes cidades e contou com apoio integrado para cumprimento simultâneo das ordens judiciais. A expectativa da Polícia Civil é aprofundar agora a identificação do fluxo financeiro utilizado pelo grupo para ocultar recursos oriundos do tráfico de drogas.
Os investigados poderão responder por tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. As penas somadas podem ultrapassar dezenas de anos de prisão.
As investigações seguem em andamento e novas fases da operação não estão descartadas.
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