O assassinato do estudante de Medicina Veterinária Luciano Milo de Carvalho ganhou novos desdobramentos após a prisão do principal suspeito. Em depoimento à Polícia Civil, o homem confessou o crime e afirmou que matou a vítima após manter relações sexuais com ela dentro do apartamento, alegando que se arrependeu do encontro. A investigação aponta que os dois sequer se conheciam antes daquele dia.

Segundo o delegado Danilo Wendel, do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), Luciano estava dirigindo pela cidade quando encontrou o suspeito na rua. Conforme o relato prestado pelo próprio investigado, o estudante o convidou para ingerir bebidas alcoólicas.

Os dois seguiram até uma distribuidora, onde compraram bebidas, e depois foram para o apartamento de Luciano, localizado em Goiânia. Imagens do circuito interno de segurança registraram o momento em que ambos entram juntos no prédio, poucas horas antes do crime.

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De acordo com a investigação, já dentro do apartamento, os dois consumiram bebidas alcoólicas e mantiveram relações sexuais. Em seguida, conforme declarou o suspeito durante o interrogatório, ele teria se arrependido do que havia acontecido e decidiu matar o estudante.

A Polícia Civil informou que Luciano foi morto por estrangulamento. O suspeito utilizou o cabo do carregador de um notebook para asfixiar a vítima até a morte.

Após o homicídio, o investigado deixou o apartamento levando apenas o notebook e um par de calçados pertencentes ao estudante.

Segundo o delegado Danilo Wendel, o crime não teve motivação patrimonial. A hipótese de latrocínio foi descartada porque diversos objetos de valor permaneceram dentro do imóvel sem serem levados.

A investigação concluiu que o notebook e os calçados foram retirados apenas para que o suspeito conseguisse deixar o prédio sem despertar suspeitas, já que utilizava tornozeleira eletrônica.

Posteriormente, o notebook foi vendido por apenas R$ 100 em troca de drogas.

Ao ser preso pela Polícia Militar, o investigado confirmou que permaneceu pouco tempo no apartamento após o homicídio e admitiu ter negociado o computador ainda no mesmo dia.

Durante as investigações, a polícia também descobriu que o suspeito possui uma extensa ficha criminal.

Ele já havia sido condenado por homicídio, respondia por processos de roubo e receptação e acumulava registros por furto e ameaça. No momento do crime, utilizava tornozeleira eletrônica por determinação judicial.

Segundo o tenente Gustavo Quaranta, pouco tempo após o assassinato o homem rompeu o equipamento de monitoramento eletrônico, numa tentativa de dificultar sua localização pelas forças de segurança.

Após a prisão, ele foi colocado à disposição da Justiça.

Quem era Luciano Milo

Luciano Milo de Carvalho era formado em Direito, mas decidiu mudar de profissão para realizar o sonho de atuar na Medicina Veterinária. Familiares o descrevem como uma pessoa extremamente dedicada aos estudos, alegre e muito querida por todos.

A sobrinha, Ana Laura Milo de Oliveira, afirmou que o tio era um aluno exemplar e sempre buscava novos conhecimentos.

"Ele era a alegria da nossa família, uma pessoa muito alegre, luz por onde passava. Uma pessoa com um coração muito bom e justo", relatou.

A Polícia Civil segue concluindo o inquérito, mas considera o caso praticamente esclarecido após a confissão do suspeito e a reunião das provas periciais, imagens de câmeras de segurança e depoimentos colhidos durante a investigação.