A Polícia Civil de Goiás deflagrou nas primeiras horas desta quinta-feira (7/5) a segunda fase da operação “Lágrimas do Reino II”, que investiga um grupo criminoso envolvido com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e ocultação de bens e valores em Anápolis.

Durante a ação, as equipes realizaram o sequestro de aproximadamente R$ 1,6 milhão em bens ligados aos investigados. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão expedidos pela Justiça.

A operação é coordenada pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) e pelo Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Anápolis, com apoio do grupo aéreo da Polícia Civil de Goiás.

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Segundo a corporação, o principal objetivo desta nova fase é atingir diretamente o núcleo financeiro da organização criminosa, responsável pela movimentação e ocultação do dinheiro obtido com o tráfico de drogas na cidade.

As investigações apontam que o grupo atuava principalmente na região da Grande Vila Jaiara, em Anápolis, onde teria consolidado o controle da comercialização de entorpecentes. A atuação da organização motivou o nome da operação “Lágrimas do Reino”, em referência ao domínio exercido pelo grupo sobre o tráfico local.

A primeira fase da ofensiva policial aconteceu em novembro de 2024. Na ocasião, foram cumpridos 13 mandados judiciais e quatro pessoas acabaram presas.

Durante as buscas realizadas na etapa anterior, os policiais apreenderam cerca de R$ 10 mil em dinheiro, veículos, drogas e diversos materiais utilizados na preparação e transformação dos entorpecentes comercializados pela organização criminosa.

Conforme a Polícia Civil, as investigações continuaram após a primeira fase e permitiram identificar novas movimentações financeiras suspeitas, além da utilização de bens e empresas para ocultar valores provenientes da atividade criminosa.

Os mandados desta quinta-feira foram cumpridos em diferentes pontos de Anápolis. Até o momento, a polícia não divulgou detalhes sobre todos os alvos presos nem a relação completa dos bens sequestrados durante a operação.

A corporação informou ainda que as investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis integrantes do esquema criminoso e ampliar o rastreamento patrimonial ligado ao tráfico de drogas.