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O prefeito de São Simão, Wallisson José de Freitas (Podemos), foi colocado em liberdade provisória após pagar fiança de R$ 16.210, valor correspondente a dez salários mínimos. A decisão ocorreu após audiência de custódia realizada na quinta-feira (25), um dia depois de sua prisão durante a Operação Carreta Ardilosa, deflagrada pela Polícia Civil de Goiás.
O prefeito foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo depois que duas armas foram encontradas em sua residência durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão expedidos no âmbito da investigação. Conforme o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), com o pagamento da fiança, Wallisson responderá ao processo em liberdade.
A defesa do prefeito optou por não comentar o caso.
A Operação Carreta Ardilosa é conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra a Administração Pública (DERCAP) e investiga supostas irregularidades na contratação de unidades móveis de saúde pelo município de São Simão em 2023.
Segundo a Polícia Civil, há indícios de fraude na execução dos contratos, incluindo pagamento por consultas e exames em duplicidade, sobrepreço nos serviços contratados e até procedimentos oftalmológicos que teriam sido pagos sem terem sido efetivamente realizados.
As investigações apontam que o prejuízo aos cofres públicos pode chegar a R$ 1,3 milhão.
Durante a operação, foram cumpridas 23 medidas judiciais, entre elas nove mandados de busca e apreensão nas cidades de São Simão, Alvorada do Norte, Nova Veneza e Goiânia. A Justiça também autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático dos investigados, pessoas físicas e jurídicas.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Wallisson afirmou que a investigação se refere a um procedimento adotado logo no início de sua gestão, em 2023, quando a prefeitura contratou, por meio de credenciamento, uma unidade móvel conhecida como "Carreta da Saúde", utilizada para reduzir a fila de atendimentos no município.
Segundo o prefeito, todas as informações sobre o contrato já haviam sido apresentadas anteriormente ao Ministério Público.
"Prestamos todas as informações ao Ministério Público e aquele procedimento havia sido arquivado. Posteriormente foi apresentada uma nova denúncia em Goiânia, o que resultou nessa operação de busca e apreensão", declarou.
Sobre as armas encontradas em sua residência, Wallisson preferiu não se manifestar.
As investigações prosseguem para apurar a responsabilidade dos envolvidos e esclarecer a execução dos contratos firmados pela administração municipal.
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