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O Ministério da Saúde do Brasil confirmou nesta quarta-feira (11) o primeiro caso de Sarampo registrado em 2026 no município de São Paulo. A paciente é uma bebê de seis meses, residente na capital paulista, que apresentou sintomas após viagem recente à Bolívia, país que enfrenta um surto da doença desde o ano passado.
De acordo com as autoridades de saúde, a criança começou a apresentar febre e exantema, caracterizado por manchas na pele, no dia 8 de fevereiro. O histórico de viagem aponta que ela esteve na Bolívia entre 25 de dezembro de 2025 e 25 de janeiro de 2026. O caso passou a ser acompanhado por equipes de vigilância epidemiológica municipal, estadual e federal, sendo confirmado oficialmente no dia 4 de março após o resultado do sequenciamento genômico realizado por laboratório de referência.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou que o caso foi inicialmente notificado em fevereiro e posteriormente confirmado por exames laboratoriais. Após a confirmação, o Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo emitiu um alerta às autoridades de saúde na última segunda-feira (9), reforçando a necessidade de atenção para possíveis novos registros da doença.
Segundo informações da Prefeitura de São Paulo, foram adotadas medidas de resposta previstas no protocolo de controle da doença. Entre elas estão a investigação epidemiológica do caso, o bloqueio vacinal oportuno, intensificação das campanhas de vacinação e o monitoramento de pessoas que tiveram contato com a criança. Esse acompanhamento deve ser realizado por um período de 30 dias para evitar possíveis transmissões.
O Ministério da Saúde informou que segue acompanhando o caso em articulação com as autoridades locais e que novas atualizações poderão ser divulgadas caso surjam desdobramentos. A pasta também reforçou a importância da vacinação como principal estratégia de prevenção contra o sarampo.
A preocupação das autoridades sanitárias brasileiras ocorre em meio ao avanço do surto da doença na Bolívia, que tem gerado alerta nas regiões de fronteira, especialmente no estado de Mato Grosso do Sul. Em 2025, o Brasil registrou pelo menos 22 casos importados do país vizinho até o mês de agosto, sendo a maioria no estado de Tocantins, onde existe uma comunidade significativa de imigrantes bolivianos.
Apesar dos registros recentes, o Brasil havia recuperado em novembro do ano passado o certificado internacional de país livre do sarampo. O reconhecimento foi concedido após anos de esforços para ampliar a cobertura vacinal e interromper cadeias de transmissão da doença.
O país havia perdido esse certificado em 2019, após a queda nas taxas de vacinação e o surgimento de surtos em diferentes regiões. Autoridades de saúde apontam que movimentos antivacina e a redução da cobertura imunológica contribuíram para o retorno da doença em vários países do mundo.
Em 2025, o estado de São Paulo registrou ao menos dois casos da doença. Um deles ocorreu em um homem de 27 anos, morador da capital, que não estava vacinado e havia feito viagem recente ao exterior. O paciente recebeu atendimento médico, evoluiu bem e teve alta poucos dias depois.
Outro caso foi registrado em um homem de 31 anos, também residente em São Paulo, que possuía esquema vacinal completo. Ele apresentou sintomas leves, não precisou ser internado e se recuperou sem complicações.
Antes desses episódios, o último registro de transmissão local do sarampo no estado havia ocorrido em 2022. Por causa do alto potencial de disseminação do vírus, as autoridades sanitárias reforçam que qualquer suspeita deve ser comunicada imediatamente às equipes de vigilância epidemiológica.
O sarampo é considerado uma das doenças infecciosas mais contagiosas do mundo. A transmissão ocorre principalmente por meio de gotículas respiratórias liberadas quando uma pessoa infectada tosse, fala ou espirra. Os sintomas mais comuns incluem febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e irritação nos olhos.
A principal forma de prevenção é a vacinação. A vacina tríplice viral protege contra sarampo, rubéola e caxumba e é considerada segura e altamente eficaz. As autoridades recomendam que pais e responsáveis verifiquem a situação vacinal das crianças, especialmente antes de viagens nacionais ou internacionais.
No calendário de imunização, crianças de seis a onze meses podem receber a chamada dose zero em situações de maior risco de exposição ao vírus. Essa aplicação não substitui as doses regulares previstas no calendário infantil.
A primeira dose da vacina é aplicada aos 12 meses de idade e a segunda aos 15 meses, geralmente na forma da vacina tetraviral, que também protege contra varicela. Pessoas entre cinco e 29 anos devem ter duas doses da tríplice viral, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.
Já adultos entre 30 e 59 anos devem receber pelo menos uma dose caso não tenham comprovação de vacinação anterior. Profissionais das áreas de saúde, turismo, hotelaria, transporte, alimentação e educação também são orientados a manter o esquema vacinal completo.
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