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Uma equipe da Procuradoria-Geral do Estado de Goiás realizou uma vistoria na área de divisa entre Goiás e Tocantins que é alvo de disputa judicial no Supremo Tribunal Federal. A visita ocorreu na última sexta-feira (27) na região do Quilombo Kalunga dos Morros, em Cavalcante.
A área em disputa possui cerca de 12,9 mil hectares e inclui o Complexo do Prata, um dos principais atrativos turísticos da Chapada dos Veadeiros. Nos últimos anos, o território passou a ser foco de intensificação do conflito entre os dois estados.
Segundo o governo goiano, a ocupação por parte de Tocantins seria irregular e teria origem em um erro cartográfico baseado em um mapa do Exército produzido em 1977, que teria alterado referências naturais utilizadas na delimitação da divisa.
A comitiva foi liderada pelo procurador-geral Rafael Arruda e contou com técnicos do Instituto Mauro Borges. Durante a vistoria, foram analisados marcos territoriais, cursos d’água, elementos cartográficos e possíveis alterações na ocupação da área.
Além do levantamento técnico, a equipe também ouviu moradores e lideranças locais, que relataram insegurança sobre a definição territorial e preocupações quanto à continuidade de serviços públicos.
As informações coletadas vão compor um relatório técnico que será utilizado na Ação Cível Originária que tramita no STF e discute a delimitação oficial da área.
O Supremo Tribunal Federal marcou para o dia 6 de abril uma audiência de conciliação entre os estados. A expectativa é que o encontro avance na tentativa de resolução do impasse.
O prefeito de Cavalcante, Vilmar Kalunga, acompanhou a vistoria e apontou impactos diretos da disputa, como dificuldades na execução de políticas públicas e possíveis perdas em registros populacionais.
A definição da área é considerada estratégica, tanto pelo valor ambiental quanto pelo potencial turístico da região.
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