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Um médico ortopedista identificado como Marcus Vinicius foi preso na terça-feira (14) após atirar diversas vezes contra policiais militares em Aragarças, no oeste de Goiás. O caso mobilizou várias equipes de segurança, incluindo reforço do Mato Grosso, devido à proximidade entre os estados.
A ocorrência começou após dois pintores acionarem a Polícia Militar alegando que o médico se recusava a devolver ferramentas que estavam dentro da residência onde prestavam serviço. Segundo a corporação, ao chegarem ao local, os policiais fizeram contato com o morador, que inicialmente destravou o portão da casa.
De acordo com o major Leandro de Souza, o médico permitiu a entrada, mas exigiu que apenas um dos trabalhadores acessasse o imóvel. No momento em que o pintor tentou entrar, o suspeito começou a disparar várias vezes, atingindo a direção dos trabalhadores e também da equipe policial.
Após os primeiros disparos, houve revide por parte dos policiais. O médico então recuou para dentro da residência, mantendo a situação sob tensão. Os militares tentaram nova negociação, mas não obtiveram sucesso imediato, sendo necessário solicitar reforços, incluindo um negociador especializado.
O cerco ganhou grandes proporções, com várias viaturas posicionadas na frente da casa. Testemunhas registraram vídeos do momento, onde é possível ouvir os tiros e ver a movimentação intensa das forças de segurança.
A situação só foi controlada após a chegada do advogado do médico, momento em que ele decidiu se render. Durante a ação, o suspeito foi atingido de raspão na cabeça e precisou ser encaminhado para atendimento hospitalar.
Dentro da residência, a polícia apreendeu diversos itens, incluindo munições, um revólver, facas, três arcos, três bestas, flechas e mais munições. Todo o material foi recolhido para investigação.
Segundo o delegado Fábio Marques, o médico permanece internado sob custódia de policiais penais. Assim que receber alta, ele será interrogado e encaminhado ao sistema prisional.
A motivação do crime, conforme as investigações iniciais, estaria ligada a uma discussão envolvendo o desaparecimento de anéis. O médico acusava um dos pintores de furto e se recusava a devolver as ferramentas como forma de pressão.
Mensagens trocadas entre o suspeito e uma diarista indicam um clima de crescente tensão ao longo do dia. Nos textos, ele exige a devolução dos objetos e demonstra irritação com a demora. Em um dos trechos, afirma que quanto mais o tempo passasse, maior seria sua raiva.
Além das mensagens, áudios atribuídos ao médico mostram ameaças diretas. Ele menciona munições calibre .38 e diz que, caso algo estivesse faltando, arrancaria partes do corpo dos trabalhadores.
A diarista citada nas conversas seria cunhada de um dos pintores e teria indicado o serviço ao médico. Segundo relatos à polícia, toda a confusão aconteceu no mesmo dia da troca de tiros.
Os trabalhadores também relataram aos policiais que o médico havia terminado recentemente um relacionamento e faria uso de drogas, o que pode ter contribuído para o comportamento agressivo.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deve apurar todos os detalhes da ocorrência, incluindo a origem das armas e as circunstâncias completas do confronto.
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