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A manhã da última quarta-feira (15) foi marcada por protesto e forte pressão política em frente à Cidade Administrativa Maguito Vilela, sede da Prefeitura de Aparecida de Goiânia. Servidores efetivos da educação municipal foram às ruas para cobrar o cumprimento de direitos considerados básicos pela categoria e direcionaram críticas diretas ao prefeito Leandro Vilela.
Com cartazes, falas públicas e palavras de ordem, professores e servidores administrativos denunciaram o que classificam como abandono histórico das pautas da educação. Segundo os manifestantes, as reivindicações são antigas e vêm sendo ignoradas há mais de uma década.
Entre os principais pontos está o congelamento do vale-alimentação dos servidores administrativos, que permanece em R$ 60 há cerca de 10 anos. Na prática, o valor perdeu completamente o poder de compra. Uma das participantes afirmou que o benefício hoje representa cerca de R$ 2 por dia, o que não cobre nem o básico da alimentação.
Outro foco central do protesto é o atraso nas progressões de carreira. De acordo com a categoria, aproximadamente 3 mil servidores aguardam há anos pela evolução funcional, mesmo após cumprirem requisitos como tempo de serviço e qualificação profissional.
Esse cenário tem provocado impactos diretos na vida dos trabalhadores. Muitos profissionais adiam a aposentadoria para não sofrer perdas salariais que podem chegar a até 40%. Segundo relatos feitos durante o ato, há servidores que já têm direito de se aposentar, mas permanecem na ativa para evitar prejuízos financeiros.
Além disso, os manifestantes também cobram o cumprimento do piso nacional do magistério, o pagamento da data-base dos administrativos e o descongelamento de direitos previstos em lei.
Durante o protesto, o tom das críticas aumentou, principalmente quando os servidores passaram a citar diretamente o prefeito. Em coro, manifestantes entoaram a frase “Leandro Vilela, chega de balela!”, demonstrando insatisfação com o que consideram promessas não cumpridas.
Para a categoria, reuniões frequentes sem resultados práticos já não são suficientes. A principal cobrança agora é por prazos definidos e execução efetiva das medidas discutidas.
Representantes dos servidores afirmam que, desde o fim da última greve, existe uma mesa de negociação com participação do sindicato e da Secretaria Municipal de Educação. Apesar disso, os avanços são considerados lentos.
Uma minuta chegou a ser construída em conjunto entre os setores jurídicos, prevendo cronograma para pagamento de progressões e titularidades. No entanto, segundo os trabalhadores, nada foi colocado em prática até agora.

Durante a mobilização, também surgiram denúncias de possíveis tentativas de intimidação. Relatos indicam que servidores teriam recebido mensagens questionando a participação no movimento.
A Prefeitura de Aparecida de Goiânia informou que mantém diálogo com a categoria e que algumas medidas estão em andamento. Segundo a gestão, o pagamento da data-base dos administrativos será feito na folha de maio, assim como o reajuste do piso do magistério.
A administração também afirma que os professores da rede recebem acima do piso nacional, versão que é contestada pelos manifestantes.
Mesmo com o posicionamento oficial, o clima entre os servidores segue de desconfiança. A mobilização mostrou que a pressão deve continuar e, ao que tudo indica, com cobrança cada vez mais direta sobre a gestão municipal.
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