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O assassinato do empresário Glauber Millen Martins da Paixão, de 32 anos, ganhou novos desdobramentos após a Polícia Militar revelar que a vítima vinha sendo ameaçada por um agiota e chegou a ter o carro danificado pelo suspeito antes de ser morta. O crime ocorreu na manhã da última sexta-feira (19), no bairro Filostro Machado, em Anápolis, enquanto Glauber seguia para uma delegacia com o objetivo de formalizar uma denúncia.
Segundo informações do coronel Fábio Costa, comandante do 3º Comando Regional da Polícia Militar, a motivação do conflito estaria relacionada a uma dívida de aproximadamente R$ 3 mil. De acordo com a apuração inicial, o suspeito teria emprestado dinheiro ao empresário e passou a fazer cobranças agressivas após o atraso no pagamento.
Ainda conforme a polícia, antes da execução, o investigado foi até o estabelecimento comercial da vítima e provocou danos ao veículo de Glauber. Houve uma discussão entre os dois, aumentando a tensão entre as partes.
Diante das ameaças e dos prejuízos causados, o empresário decidiu procurar a Polícia Civil para registrar uma ocorrência. No entanto, durante o trajeto até a delegacia, foi surpreendido pelo suspeito, que efetuou diversos disparos de arma de fogo e fugiu logo após o ataque.
Glauber não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O caso causou forte repercussão em Anápolis, principalmente pelo fato de o crime ter ocorrido justamente quando a vítima buscava ajuda das autoridades.
Durante as diligências realizadas após o homicídio, as forças de segurança identificaram uma rede de apoio que teria auxiliado o autor dos disparos a escapar. Um empresário foi preso suspeito de colaborar com a fuga do investigado. Duas mulheres também chegaram a ser conduzidas, mas acabaram liberadas após assinarem um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
Segundo a Polícia Civil, o homem preso permanece à disposição da Justiça e as investigações continuam para esclarecer todos os detalhes da participação de cada envolvido.
Apesar de ainda não ter sido localizado oficialmente, o principal suspeito já foi identificado pelas autoridades. Conforme o coronel Fábio Costa, a polícia sabe onde ele está e acredita que a entrega às autoridades pode ocorrer a qualquer momento.
"A tendência dele é se entregar porque não tem para onde ir. Nós já sabemos onde ele está", afirmou o comandante.
Perícias foram solicitadas pela Polícia Civil e novas oitivas devem ocorrer nos próximos dias. Os investigadores trabalham para reunir provas que possam fortalecer o inquérito e subsidiar um eventual pedido de prisão definitiva contra o autor do homicídio.
O nome do suspeito não foi divulgado pelas autoridades, e sua defesa não foi localizada para comentar o caso. O inquérito segue em andamento.
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