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Uma mulher, ex-comissária de voo, confessou ter matado a própria mãe, Maria de Lourdes de Jesus, de 62 anos, após uma discussão envolvendo o cabelo da filha dela, uma criança de 5 anos, em Guapó, na Região Metropolitana de Goiânia. O crime aconteceu no domingo e o caso foi detalhado durante audiência de custódia realizada na segunda-feira, em Goiânia.
De acordo com informações apresentadas na audiência, a discussão começou depois que a avó prendeu o cabelo da neta com a intenção de cortá-lo. A atitude não foi aceita pela mãe da criança, o que teria dado início a um desentendimento que evoluiu para agressões físicas dentro da casa da vítima.
Durante o procedimento judicial, o juiz relatou que a investigada afirmou não ter amor pela mãe e que as duas nunca tiveram uma relação harmoniosa. Consta ainda que a vítima já havia conseguido uma medida protetiva contra a filha em abril de 2025, mas pediu a revogação da ordem judicial cerca de seis meses depois.
Segundo a versão apresentada pela suspeita à Polícia Civil, as duas entraram em luta corporal e, em meio à briga, ela teria sido atingida no pé com uma faca pela própria mãe. A mulher alegou que esse momento foi determinante para que ela reagisse e desferisse os golpes que causaram a morte de Maria de Lourdes.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o relato de que a faca usada no crime teria sido entregue à suspeita pela própria filha, de 5 anos. Conforme o depoimento, a criança teria dito que a mãe deveria fazer com a avó o mesmo que a avó estaria prestes a fazer com ela. A polícia apura em que contexto isso ocorreu e o impacto emocional da situação sobre a criança.
Câmeras de segurança registraram a movimentação em frente à casa e mostraram o momento em que a mulher deixou o local com a filha logo após o crime. Ela foi presa em flagrante pouco tempo depois, enquanto tentava fugir para o estado de Minas Gerais.
Na audiência de custódia, a Justiça atendeu ao pedido do Ministério Público e converteu a prisão em flagrante para prisão preventiva. A Defensoria Pública acompanhou o ato e não se opôs à decisão. Com isso, a investigada deve permanecer presa enquanto o caso é apurado.
A Delegacia de Guapó conduz as investigações e aguarda laudos periciais e novos depoimentos para esclarecer todos os detalhes da dinâmica do crime. A polícia também deve avaliar a situação da criança envolvida, que presenciou os fatos e terá acompanhamento dos órgãos de proteção.
O caso expõe um histórico de conflitos familiares e levanta alerta para a escalada de violência dentro de casa, especialmente quando há crianças expostas a situações extremas.
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