A Polícia Civil do Paraná deflagrou, na manhã desta quarta-feira (24), uma operação interestadual contra suspeitos investigados por compartilhar e armazenar material de abuso sexual infantojuvenil. A ação ocorre simultaneamente em oito estados e no Distrito Federal, com o cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão.

Ao todo, estão sendo executados 16 mandados judiciais, sendo oito de prisão preventiva e oito de busca e apreensão. Os alvos foram identificados durante uma investigação iniciada no município de Palmas, no sul do Paraná, que apura a circulação de imagens e vídeos criminosos por meio da plataforma Telegram.

Segundo a Polícia Civil, a investigação avançou após a cooperação da própria plataforma, que forneceu dados que auxiliaram na identificação dos investigados. Os suspeitos residem nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Ceará, Pernambuco e também no Distrito Federal.

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As equipes policiais contam com o apoio das polícias civis locais para cumprir as ordens judiciais. Em Foz do Iguaçu, no oeste paranaense, um dos mandados foi executado ainda nas primeiras horas da operação. No Distrito Federal, um jovem de 22 anos foi preso em Arniqueiras.

De acordo com a corporação, os mandados têm como objetivo prender os investigados, apreender celulares, computadores, dispositivos de armazenamento e demais materiais que possam contribuir para o aprofundamento das investigações. O foco é identificar a extensão da rede criminosa e possíveis novos envolvidos.

Esta é a terceira fase da operação. O atual desdobramento surgiu a partir da análise de dados extraídos de um smartphone apreendido durante a primeira etapa da investigação, realizada em fevereiro de 2025. Na ocasião, um homem foi preso em Palmas e, segundo a polícia, o aparelho continha fotos e vídeos de abuso sexual de crianças e adolescentes comercializados por meio de aplicativos de mensagens.

O material apreendido passou por perícia especializada conduzida pela Polícia Científica do Paraná. A investigação também recebeu apoio técnico do Laboratório de Operações Cibernéticas (CIBERLAB), ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, além da colaboração internacional da Homeland Security Investigations (HSI), dos Estados Unidos.

Na primeira fase da operação, dez pessoas foram presas e 54 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em 49 municípios distribuídos por 19 estados e pelo Distrito Federal. Diversos equipamentos eletrônicos foram recolhidos e submetidos à análise pericial, o que possibilitou a identificação dos novos investigados.

As autoridades destacam que o compartilhamento, armazenamento, comercialização e divulgação de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes são crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e podem resultar em penas severas. A operação reforça o trabalho integrado entre órgãos de segurança pública no combate aos crimes praticados no ambiente digital e na proteção da infância.